Imagina só quando….

Estamos acostumados ver filmes de ficção científica e ficar imaginando quando – e se é que – algumas daquelas grandes invenções chegarão a ser, de fato, incorporadas em nosso dia-a-dia. Quem não espera ainda ver os tênis que amarram-se sozinhos do filme De Volta para o Futuro? Pelo menos as telas touch screen hoje já fazem parte do nosso dia-a-dia.

Mas existem filmes com histórias tão fantásticas que mexem com nosso imaginário e passam, inclusive, a ser referência para expressões cotidianas. Matrix foi um deles. Contudo, impossível imaginar esta ficção aliada a um estudo sério e científico. Mas é o que está acontecendo neste exato momento.

 Cientistas da Universidade de Bonn, na Alemanha, colocam em um estudo científico a possibilidade de que estamos vivendo em uma Matrix, ou seja, uma realidade projetada por computadores. Seriam nossos deuses programadores?

O estudo denominado Constraints on the Universe as a Numerical Simulation” tem como base a teoria de campo reticulado, um modelo teórico da física oposto a noção de tempo e espaço. Beane e sua trupe avaliam que este tipo de simulação deveria ser consecutiva, ou seja, uma simulação dentro de outra continuamente para gerar um ambiente que garantisse a impressão de naturalidade para quem nele habita.

Este sistema limitaria as leis da física que regem nosso mundo, mas que não necessariamente se aplicariam aos “criadores” deste simulacro. Estas leis, que parecem ser contínuas, estariam inseridas dentro de um retículo espacial com forma trimendicional. Ele avançaria em pequenos passos temporais, o que acabaria por limitar a quantidade energética das partículas virtuais, o que resulta nos limites supracitados.

Este fato já é comprovado em processos da física quântica com grande quantidade de energia, como um feixe de elétrons. Justamente nestes raios cósmicos de alta energia é que reside a possibilidade de provar que tudo não passa de uma simulação.

Todavia, nossa capacidade tecnológica ainda está muito aquém de qualquer possibilidade de provar tal teoria. Portanto, nada de provar com experimentos que tal análise seja verdadeira.

Assim, a escolha entre a pílula vermelha ou azul ficará para o futuro e enquanto isso continuaremos com as tradicionais perguntas: de onde viemos, o que somos, para onde vamos e finalmente: estamos na Matrix ou há algum Will Wright jogando “The Sims” conosco?

Para saber mais: A pesquisa |  Matrix – o FilmeThe Sims – Jogo

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Sobre Gibran

Gibran, jornalista e coxa-branca. Filho de pais maravilhosos, marido de uma esposa sensacional, pai de quatro gatos (Jéssica, Jim, Lara e Arafat) e amigo de grandes amigos. Não vive sem música, leitura, futebol, internet e tecnologia. Metafísico e prático.

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