Tatuagem: tanta coisa em comum…

Captura de Tela 2013-07-12 às 11.16.54Desde criança, gosto muito de tatuagens. Meu pai ficava louco e minha mãe não dava bola. Com 13 anos já tinha brinco na orelha e esperava, ansiosamente, chegar meus 18 anos para enfim fazer minha primeira tatuagem. Hoje, aos 30, tenho cinco e certamente ainda estou muito longe de parar.

É engraçado como algumas coisas são comuns para pessoas que gostam de tatuagem, mesmo que elas nunca tenham conversado ou sequer saibam da existência uma das outras. Lendo uma excelente reportagem no caderno Donna, suplemento feminino do jornal Zero Hora, de Porto Alegre, algumas palavras pareciam sair da minha boca.

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Olho aberto!

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Ontem a tarde, durante um compromisso profissional, vi um rapaz muito jovem defendendo o uso de tortura como instrumento de inquérito policial. Ele continuou afirmando tratar-se de uma ferramenta extremamente útil, mas que não existe pelo fato de que este é o preço a ser pago por viveremos em uma democracia, que ele diz não ter certeza de que existe.
Alguns quilômetros dali os manifestantes começavam a se reunir para protestar e engrossar um movimento nacional que discute temas locais, aqui, leia-se as tarifas do transporte público.

A Beleza de Cloud Atlas

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Hoje venho falar de um filme que me impressionou muito, em vários sentidos. Uma surpresa boa e que para mim foi muito bem recebida, chamada Cloud Atlas (A Viagem, em português). Quero evitar comparar esse texto com as críticas dos críticos profissionais, não quero avaliar aspectos técnicos como maquiagem, efeitos especiais, produção ou trilha sonora, por mais que os ache excelentes. Eu venho aqui partilhar com vocês a mensagem da história dessas estórias.

É difícil não dar spoilers, vou tentar me controlar. Cloud Atlas conta basicamente seis estórias, muito diferentes entre si, algumas até podem ser consideradas um tanto banais, outras revolucionárias, porém elas se ligam de alguma forma. As ligações são em diferentes épocas, com diferentes pessoas e em contextos completamente diferentes. Evolução, carma, alma, espiritismo, religião, não sei filosofar aqui sobre tudo que liga ou  que define a vida e o destino das pessoas, eu só consigo concordar com o simples fato de que estamos conectados, de uma forma ou outra. Nossas ações, por menores que sejam, influenciam agora ou depois outras pessoas e moldam uma única história que não pode ser contada sozinha, porém só em conjunto. Toda ação vai gerar uma reação, e independente de quando esse efeito ocorrer, um dia ele se concretizará. As melhores e as piores atitudes que tomamos com as pessoas ao nosso redor irão interferir no todo e na nossa própria vida, principalmente quando voltarem para nós. Existe uma força maior que rege essa lei, pelo menos na minha visão.

Se às vezes me pergunto por que sou como sou, por que nasci assim, nesse país, nessa família, nessa época, é por que acredito existir um motivo para tudo isso. Acho que nada acontece aleatoriamente, não acho que há um destino específico e imutável para alguém, tudo depende de nós, de nossa vontade e esforço, de como vamos forjar o futuro… e evoluir.

Esse filme me fez pensar em todas essas coisas, ficar horas filosofando e argumentando. O melhor é que nada é 100% explicado e mastigado na projeção, então ficamos livres para divagar e interpretar nossas próprias teorias. Contudo, uma coisa é certa, nossas vidas não são exclusivamente nossas. Filme recomendado para quem se interessar pelo tema! E se você não se importar de ficar 3 horas no cinema…

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Fatos e Fotos

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Que vejo flores em você…

Os dois amores de Vitório

Play it again sam, casablanca,

*Autor convidado – Khalil

 

Saiu do alfaiate com um pacote debaixo do braço e ao entrar no carro colocou-o no banco de trás, ao lado das flores que tinha comprado minutos antes. Eram rosas vermelhas que tinham a companhia de um cartão que dizia: “Desisto. O nome deste ritual é saudade”, assinado Rick Blaine.

Antes de dar a partida no veículo, Vitório tirou uma fita K7 do bolso, colocando-a no aparelho. Com um misto de melancolia e mágoa, ordenou: “Se ela agüentou, eu também agüento. Toque Sam”. E Dooley Wilson, o Sam, de Casablanca, estava naquele momento com sua voz cantando o eterno As Time Goes By, canção que por centenas de vezes ouvira com Luiza, a quem se destinavam as flores. Só que agora ele estava sozinho, invadido de saudade.

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A tensa – e feliz – história do iMortal

Nas laterais as marcas da resistência

Nas laterais e na parte superior as marcas da resistência…..

Uma história cheia de tensão, suspense, surpresas e vários heróis. Este poderia ser o texto de um teaser destes filmes que estreiam todo final de semana nos cinemas. Mas não é. Trata-se de uma história verídica.

No sábado (29) saímos Letania e eu com nossos dois amigos, Aristeu e Sophia, para jantarmos na Churrascaria do Alto da Glória, anexa ao Couto Pereira.

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Luzes da Noite

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Eu gosto de ver as luzes da noite.

As luzes dos faróis dos carros que refletem nos vidros e fazem bolinhas cintilantes e milhares de formas geométricas incompreensíveis.
As luzes dos prédios altos, pequenas janelinhas que brilham e guardam lá dentro pessoas com suas vidas cotidianas.
As luzes dos postes que iluminam parcialmente as ruas da vizinhança, que sempre deixam a madrugada com um aspecto um tanto sinistro.
As luzes das entradas dos bares e das baladas, tão coloridas e chamativas, convidativas em seu propósito de diversão.
As luzes de neon, frenéticas e multi-coloridas tecendo anúncios borrados e com fácil destaque em meios as outras.
E até mesmo as luzes das estrelas, tão fracas lá no distante céu noturno da cidade.
Céu escuro com alguns pontinhos do tamanho de agulhas que brilham incansavelmente, porém que na verdade são maiores do que todas as luzes juntas.

[Polêmica] – Meio Ambiente

Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa:
– A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis com o ambiente.

A senhora pediu desculpas e disse:
– Não havia essa onda verde no meu tempo.

O empregado respondeu:
– Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso ambiente.

– Você está certo – responde a velha senhora – nossa geração não se preocupou adequadamente com o ambiente.

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Esporte x Entretenimento x Espetáculo

O campeonato de pontos corridos está perdendo o brilho, se é que algum dia ele o teve, por conta da intenção de sua implementação.

O que era para demonstrar uma disputa em jogar praticamente uma final a cada jogo, hoje apenas “gerencia-se” o posicionamento, conforme o andamento do campeonato.

Essa matemática é antiga e fortemente aplicada pelos profissionais de contabilidade.
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Trilha Sonora da minha vida #2 – Everybody’s Talkin

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Everybody’s Talking foi escrita e lançada por Fred Neil em 1966. Contudo, a música ganharia a eternidade três anos depois. Na voz de Harry Nilsson ela chegou ao segundo lugar no ranking da Billboard Adult Contempory e ganhou um Grammy neste ano. O motivo? O filme Perdidos na Noite, ou Midnight Cowboy, em seu título original.